Fotografia Brasileira

Os fotojornalistas brasileiros mostraram muita disposição e também coragem para enfrentar a repressão das polícias durante as manifestações populares urbanas no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e outras capitais e cidades do País. Uma convocatória da DOC reúne um pedaço dessa produção. Se você foi para as ruas, mande a sua foto para a gente (docgaleria@gmail.com).

© Lost Art - São Paulo

© Lost Art – São Paulo

© Lost Art - São Paulo

© Lost Art – São Paulo, 11 de junho

© Lost Art - São Paulo

© Lost Art – São Paulo

© Lost Art - São Paulo

© Lost Art – São Paulo

© Lost Art - São Paulo

© Lost Art – São Paulo

© Alex Takaki - São Paulo, 17/06/13 [19:55:54]

© Alex Takaki – São Paulo, 17/06/13 [19:55:54]

© Alex Takaki - São Paulo, 17/06/13 [21:02:32]

© Alex Takaki – São Paulo, 17/06/13 [21:02:32]

© Alex Takaki - São Paulo, 17/06/13 [20:59:23]

© Alex Takaki – São Paulo, 17/06/13 [20:59:23]

© Alex Takaki - São Paulo, 17/06/13 [20:23:12]

© Alex Takaki – São Paulo, 17/06/13 [20:23:12]

© Diego Kuffer - S‹o Paulo, 17 de junho de 2013.

© Diego Kuffer – S‹o Paulo, 17 de junho de 2013.

© Diego Kuffer - S‹o Paulo, 17 de junho de 2013.

© Diego Kuffer – S‹o Paulo, 17 de junho de 2013.

© Diego Kuffer - S‹o Paulo, 17 de junho de 2013.

© Diego Kuffer – S‹o Paulo, 17 de junho de 2013.

© Diego Kuffer - S‹o Paulo, 17 de junho de 2013.

© Diego Kuffer – S‹o Paulo, 17 de junho de 2013.

© Estudio Luzia – São Paulo, 13 de junho.

© Guilherme Zauith – São Paulo, 17/06/13, 20:30:56. Passageiros observam manifestantes na A. Faria Lima.

© Guilherme Zauith – São Paulo, 17/06/13, 20:30:56. Passageiros observam manifestantes na A. Faria Lima.

© Guilherme Zauith – São Paulo, 17/06/13, 19:19:36. Manifestantes caminham na Av. Faria Lima.

© Guilherme Zauith – São Paulo, 17/06/13, 19:19:36. Manifestantes caminham na Av. Faria Lima.

© Thom‡s de Oliveira, Rio de Janeiro, 13/06/12, 17:23:17, protesto contra o aumento das tarifas do transporte pœblico.

© Thom‡s de Oliveira, Rio de Janeiro, 13/06/12, 17:23:17, protesto contra o aumento das tarifas do transporte pœblico.

© Thom‡s de Oliveira, Rio de Janeiro, 17/06/13, 23:07:10, protesto contra o aumento das tarifas do transporte pœblico.

© Thom‡s de Oliveira, Rio de Janeiro, 17/06/13, 23:07:10, protesto contra o aumento das tarifas do transporte pœblico.

© Daniel Marenco - Rio de Janeiro, 13/06/2013, 18h00: Manifestantes durante protesto contra o aumento das passagens do transporte público.

© Daniel Marenco – Rio de Janeiro, 13/06/2013, 18h00: Manifestantes durante protesto contra o aumento das passagens do transporte público.

© Daniel Marenco – Rio de Janeiro, 13/06/2013, 18h00: Manifestantes detidos pela tropa de Choque.

© Daniel Marenco - Rio de Janeiro, 13/06/2013, 18h00: Tropa de choque passa em frente a outdoor na avenida Presidente Vargas.

© Daniel Marenco – Rio de Janeiro, 13/06/2013, 18h00: Tropa de choque passa em frente a outdoor na avenida Presidente Vargas.

Portfólios no CEI

Dia 17 de agosto, o Madalena Centro de Estudos da Imagem, em São Paulo, abre mais uma ação para a reflexão e discussão da fotografia, das linguagens e suas variantes. Desta vez, uma leitura de portfólio, ajudar o aluno, independentemente da experiência ou currículo, a dialogar, discutir o trabalho, se situar no universo da imagem. De um lado da mesa a curadora e estudiosa Rosely Nakagawa, a antropóloga e pesquisadora Georgia Quintas, o produtor cultural e comandante do Paraty em Foco Iatã Cannabrava, o printer Clicio Barroso, o querido Diógenes  Moura, escritor e curador de fotografia da Pinacoteca, a galerista e especialista da imagem Bel Amado e eu, Fernando Costa Netto, sócio da DOC Galeria e idealizador da Mostra SP de Fotografia. Do outro, o público, que a cada dia tem mostrado mais interesse pela fotografia.  Agradeço o Madalena CEI pelo convite.

O CEI tem pouco mais de um ano de portas abertas e como missão vem formando, municiando os alunos para o mercado. Surpreende pela agenda e sintonia.

Anotem e se informem. As vagas são limitadas. Informações pelo telefone 11 3473 5412 ou pelo email contato@madalenacei.com.br.

cartaz-WEB900

Por Aí [2] Foliões em Trânsito

O esloveno Simon Plestenjak  ‘sentou-praça’ na fotografia brasileira há 8 anos. Fez o curso de pós-graduação no SENAC e, desde então, trabalha como fotojornalista entre São Paulo e outras capitais da Europa. Por aqui publicou suas fotografias na Folha de S.Paulo e também nas revistas Trip, Gol, Época SP, Living Alone e Marie Claire. Recentemente foi premiado no POY LatAm 2013 (Picture of the year Latin America), menção honrosa na categoria Festas, Tradições e Religião, com o ensaio sobre os foliões em trânsito pelo Metrô carioca, durante o carnaval do Rio de Janeiro, em 2011.

por Simon Plestenjak

Foliões em Trânsito
Era 2011 e eu estava fotografando o carnaval de rua do Rio de Janeiro para duas revistas eslovenas. O ensaio sobre os foliões no metrô não fazia parte da reportagem, eu estava voltando para casa e foi uma coisa muito espontânea, depois de um dia cansativo pelas ruas do Rio. Fui pegar o metrô e aí parou o primeiro trem cheio de foliões, a maioria fantasiada e muito alegre! Já não queria mais fotografar naquele dia, mas a cena foi tão intrigante que decidi pegar a câmera nas mãos de novo. Me dei 15 minutos para fotografar as janelas dos trens que pararam na minha frente. Pareciam  ‘caixas de foliões’ mandadas para encher blocos de carnaval! Sem poder me comunicar com aquelas pessoas, as reações eram totalmente espontâneas. Eles adoraram ser fotografados, posaram, brincaram, sorriram… Pessoalmente, acho que a graça dessas fotos é justamente essa espontaneidade, uma ponte entre fotografia documental jornalística e a foto produzida.

Por Aí [1] Mongólia – O Ciclo Nômade

Inauguramos hoje a seção Por Aí. A cada segunda-feira iremos subir um ensaio fotográfico que conte uma bela história.

Mongólia – O Ciclo Nômade

Fotógrafa e cineasta, Jessica Nolte é formada pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Desde 2010 trabalha na produtora Baboon Filmes onde produziu e fotografou mais de 10 documentários. Para este ensaio, Jessica passou mais de 30 dias na Mongólia registrando a vida dos nômades. Na Bolívia denunciou o trabalho escravo nas minas de prata de Potosí, trabalho finalista do Prêmio ESSO de jornalismo em 2012, que também recebeu duas menções honrosas, uma no prêmio de direitos humanos ANAMATRA e outra por sua fotografia ‘Silver Widows’ no Prêmio de Fotografia Latino Americano. Em Uganda revelou o sacrifício de crianças para rituais de magia negra e com este também foi finalista no Prêmio ESSO de jornalismo no mesmo ano.

por Jessica Nolte

Em 2011, em parceria com a Baboon Filmes, produtora de conteúdo para televisão, passei um mês documentando a vida dos Nômades na Mongólia, um dos últimos países do mundo onde a cultura nômade ainda prevalece. A vida pastoral que os nômades adotaram durante 3000 anos de história faz com que se movam por volta de 4 vezes ao ano em busca de melhores pastos para seus animais. Cerca de 50% da população mongol ainda vive nas estepes, mas as mudanças econômicas e sociais estão forçando muitos a deixar o seu modo de vida tradicional para migrar para as cidades com a ilusão de encontrar uma vida melhor. Saímos da “promissora” capital Ulan Bator rumo as estepes e cruzamos pastos que pareciam não ter fim… até, finalmente, avistar no horizonte algo que quebrava a simetria do infinito. Uma Gehr! A recepção foi inacreditável. A cultura nômade prega que quando um convidado bate a sua porta o melhor deve ser oferecido. E assim foi. A bajulação era tanta que nos sentiamos desconfortáveis. Dormimos nas melhores camas, comemos a melhor parte da comida e ainda só recebíamos sorrisos. Por dias acompanhamos a rotina dessa familia. As atividades diárias começavam cedo; tirar leite dos yaks, caçar, tocar o rebanho, lavar roupas no rio e cozinhar. Aliás, a culinária é um caso a parte. No café da manhã, carne de carneiro e leite de yak. No almoço, carne de carneiro e leite de yak. E no jantar, para não perder o costume, carne de carneiro e leite de yak. Durante a noite dançávamos sob o céu estrelado ao som de um radinho que horas tocava músicas tradicionais e horas me surpreendia com um eclético “The Doors”. E, claro, tudo regado a muita vodka artesanal feita do leite de égua. Essa rotina só foi quebrada quando recebemos a notícia de que um novo pasto deveria ser encontrado. Num piscar de olhos, a Gehr foi desmontada e carregada no lombo dos yaks. Após uma longa procura, chegamos ao novo “endereço” e a rotina, recomeçada.

Mauricio Lima vence PDN Photo Annual 2013

Maio nem terminou e já podemos afirmar que o fotógrafo de 2013 é Mauricio Lima, representado pela DOC Galeria. Talvez o mais premiado profissional do fotojornalismo brasileiro da última década, Mauricio nessas semanas mais recentes recebeu outros dois importantes reconhecimentos dentro do contexto internacional.

Nesta semana, Mauricio foi um dos vencedores no PDN Photo Annual 2013, prêmio da conceituada publicação mensal norte americana dirigida ao mercado profissional, com o ensaio Portugal, Tension and Transition, sobre como a crise financeira na Europa tem afetado a vida dos portugueses, publicado no The New York Times.

pdn_mauriciolimaNeste mesmo mês, no Pictures of the Year Latin America 2013, organizado pela rede de fotojornalistas ibero-americanos Nuestra Mirada, Mauricio Lima ficou em segundo lugar na categoria Fotógrafo do Ano, atrás do chileno Tomás Munita. Ainda no POY Latam 2013, Mauricio ficou em segundo lugar na categoria Notícias (série), com Libya Hurra e ganhou Menção Honrosa na categoria Retratos (individual), também com Libya Hurra. Entre os jurados, estavam nomes como a brasileira Nair Benedicto, a americana Mary Ellen Mark, o francês Pascal Maitre e a espanhola Cristina Garcia Rodero, da Magnum.

A cerimonia de entrega do PDN Photo Annual 2013 acontecerá no próximo dia 28 de maio, na cidade de Nova Iorque.

Mauricio Lima formou-se em Comunicação Social pela PUC-SP. Começou sua carreira em 1999 como estagiário no jornal esportivo Lance!. Foi pela Agence France-Presse, para quem fotografou por quase 11 anos, que testemunhou as principais transformações políticas e sociais na América Latina e no Oriente Médio, antes de tornar-se freelance no início de 2011 para desenvolver projetos pessoais em paralelo a frequentes trabalhos realizados para o The New York Times. Suas fotografias tem sido publicadas na Time, The New York Times Magazine, Newsweek, Der Spiegel, Le Monde, entre outros, além de entidades como ONU, UNICEF e UNIDIR.

Fotojornalismo em Pauta

Dia 8 de junho, sábado, encontro com André Liohn no Espaço Revista CULT

O vencedor do Robert Capa Gold Medal Award 2011 retorna ao Brasil e a convite da DOC Galeria I Escritório de Fotografia para uma única conversa com o público de São Paulo.

AL RCGM 003 Com sua câmera, André é um cronista da fotografia, atento às mudanças do planeta, referência mundial quando o tema é fotojornalismo. Numa única noite em São Paulo, André irá conversar com os participantes sobre a fotografia em situações de alto risco, os veículos de imprensa fora do Brasil, os prêmios e bastidores dos festivais internacionais de fotografia, a linguagem fotográfica, sobre como a experiência pessoal interfere ou pode interferir no trabalho de campo. Uma conversa descontraída sobre o complexo universo da imagem.

André Liohn é um fotógrafo que geralmente usa sua câmera para denunciar barbáries étnicas, sociais, políticas. Seja em Mogadíscio [Somália], no Cairo [Egito], em Misrata [Libia] ou em SP. Com uma série de fotos feitas na Libia em 2011, foi o primeiro sul americano a ganhar o mais importante prêmio da fotografia de guerra, o Robert Capa Gold Medal Award. A partir daí, foi catapultado para o jet set do fotojornalismo mundial. André frequentemente tem suas fotos publicadas por veículos como o The New York Times, The Guardian, El Pais, El Figaro, Time Magazine. Como cinegrasta colabora com a BBC, CNN e Al Jazeera e entidades de direitos humanos e, ano passado, organizou o Almost Down in Lybia [ADIL], uma coletiva com fotografias de Paolo Pelegrin, Lynsey Addario, Eric Bouvet e outros colegas de conflito sugerindo uma discussão sobre a reconciliação da Libia.

Vagas limitadas, reserve sua participação.

Quinta, dia 8 de junho, das 17h às 20h

Rua Inácio Pereira da Rocha, 400, Vila Madalena

Contato: atendimento@espacorevistacult.com.br.

Espaço Revista CULT: (11) 30322800

DOC Galeria: (11) 39380130

Investimento: R$100,00

Apoio: www.espacorevistacult.com.br

Realização: www.docgaleria.com.br

Fabio Bucciarelli: as 12 fotos vencedoras do The Robert Capa Gold Medal Award 2012

No espaço de 2 dias o fotógrafo italiano Fabio Bucciarelli foi agraciado por dois dos mais importantes prêmios do fotojornalismo mundial: o World Press Photo – segundo lugar na categoria Spot News, e o Robert Capa Gold Medal, ambos anunciados no final do mês de abril. O conjunto de 12 fotos do importante prêmio concedido aos fotógrafos que estão em campo em países em conflito, fazem muita justiça ao prêmio. Bucciarelli cobriu a guerra civil na Síria para a Agence France-Presse e submeteu ao júri o ensaio “Battle to Death”, Batalha para a Morte, mostrando soldados do Exército Livre da Síria lutando contra as forças do governo nas ruas de Aleppo, terrível missão para qualquer fotojornalista acostumado aos tiros, uma vez que as forças de Bashar Al Assad não pouparam os profissionais da imprensa mundial. Segundo a Anistia Internacional 36 jornalistas foram assassinados desde o início dos conflitos em 2011. E dezenas de outros detidos arbitrariamente, desapareceram ou foram brutalmente torturados.

Ano passado quem triunfou foi o brasileiro André Liohn, fotógrafo representado pela DOC Galeria, pelo trabalho, coragem e dedicação em território líbio, exigencias do Overseas Press Club of America – OPC, fundado em 1939 e que concede o prêmio anualmente há 57 anos.

Fotos de Fabio Bucciarelli, vencedoras do The Robert Capa Gold Medal Award 2012:

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death

Battle to Death